Tão jovem que seus olhos sempre sorriam junto com sua boca, dando o tom certo da transparência de uma pessoa feliz! Feliz, em todos os momentos, superando quaisquer desafios. E eu o chamava carinhosamente de “rapaz” e ele me chamava respeitosamente de “Seu Nelson”...
E éramos companheiros. De caminhada e de viagem. Caminhou junto conosco, do nascimento ao desenvolvimento de nossos filhos. À primeira, Marina, carinhosamente chamava de “minha pequena” e, ao segundo, Eduardo, “meu Duduzinho”. Tamanhos eram o carinho e a atenção com os dois, que eu e minha esposa sentíamos paz, com a verdadeira proteção e presença de um pai, avô e sogro.
E por falar em viagem, fizemos muitas. Cada uma mais memorável que a outra. Sempre juntos, Seu Lima e Dona Francisca (sua merecedora eterna amada), acompanharam-nos sutil, amável e carinhosamente nos locais mais marcantes de nossas vidas. Especialmente, Espírito Santo, Bahia, Minas Gerais e Santa Catarina.
E ele me ouvia: vamos passear rapaz? Mesmo cansado e com melhor opção para continuar repousando, ele me acompanhava... E eu também o ouvia, apesar de ter ingerido uns goles a mais, com a minha filha no pescoço, na quebra perigosa das ondas do mar da praia da Barra do Jucu-Es, “volte Seu Nelson”...
E Deus nos acompanhava, nos ouvia, nos guiava e mudava a natureza das coisas, quando programávamos loucuras do tipo a de ir pescar em alto mar de madrugada com pescadores profissionais, no Espírito Santo, colocando em nosso caminho um lavador de carros incompetente e mal humorado, e que por sua ameaça nos fez mudar de local de hospedagem e perder a viagem para o infinito mar...
E ele gostava de comprar pão, de jogar na loteria, de ir ao condomínio Verde (sempre que podia, eu o acompanhava e lhe fazia feliz, mesmo tendo que resistir capinar meu lote, em função de necessidade de priorizar outras coisinhas), de rezar, de falar e de ouvir muito, sempre com sabedoria...
Assim, foi uma parte do nosso belo relacionamento que não termina nunca, pois a sua lembrança é sempre eterna...
RAPAZ, você continuará sempre vivo na nossa lembrança. Essas são poucas, mas sinceras lembranças do seu eterno amigo e genro “Seu Nelson”...
Por: Nelson Barbosa Queiroz (19/12/09)
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Tio Nélson, o senhor está de parabéns pelo belíssimo texto!
ResponderExcluirRealmente me lembro bem que o vovó adorava sua companhia para tudo, tanto para as viagens quanto para as coisas do dia-a-dia. "Vamos, Seu Nélson"? :) Valeu!
Um saudoso abraço!
Léo e Mari
Tio Nirsin!
ResponderExcluirRealmente, o Vovô era assim (até rimou!), hehe!
Um homem de verdade, desbravador, corajoso, fiel e com fé em Deus!
Graças ao nosso bom Deus (e também a tia Ceiça) você apareceu na família do seu Lima e o ajudou a ser muito mais feliz, parabéns meu grande tio!
Texto muito bom!
Forte abraço e boa viagem - Goiânia, não é isso?!
Até ano que vem!!! Rs!
Deus te abençoe nesse ano de 2010 e sempre, cada vez mais!
Que lindo texto, paizão! Deixou-me duplamente orgulhosa: pelo senhor e pelo vovô. Dois grandes exemplos para mim.
ResponderExcluirBeijos sabor rapadura!