terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Jovial e Companheiro

Tão jovem que seus olhos sempre sorriam junto com sua boca, dando o tom certo da transparência de uma pessoa feliz! Feliz, em todos os momentos, superando quaisquer desafios. E eu o chamava carinhosamente de “rapaz” e ele me chamava respeitosamente de “Seu Nelson”...


E éramos companheiros. De caminhada e de viagem. Caminhou junto conosco, do nascimento ao desenvolvimento de nossos filhos. À primeira, Marina, carinhosamente chamava de “minha pequena” e, ao segundo, Eduardo, “meu Duduzinho”. Tamanhos eram o carinho e a atenção com os dois, que eu e minha esposa sentíamos paz, com a verdadeira proteção e presença de um pai, avô e sogro.

E por falar em viagem, fizemos muitas. Cada uma mais memorável que a outra. Sempre juntos, Seu Lima e Dona Francisca (sua merecedora eterna amada), acompanharam-nos sutil, amável e carinhosamente nos locais mais marcantes de nossas vidas. Especialmente, Espírito Santo, Bahia, Minas Gerais e Santa Catarina.

E ele me ouvia: vamos passear rapaz? Mesmo cansado e com melhor opção para continuar repousando, ele me acompanhava... E eu também o ouvia, apesar de ter ingerido uns goles a mais, com a minha filha no pescoço, na quebra perigosa das ondas do mar da praia da Barra do Jucu-Es, “volte Seu Nelson”...

E Deus nos acompanhava, nos ouvia, nos guiava e mudava a natureza das coisas, quando programávamos loucuras do tipo a de ir pescar em alto mar de madrugada com pescadores profissionais, no Espírito Santo, colocando em nosso caminho um lavador de carros incompetente e mal humorado, e que por sua ameaça nos fez mudar de local de hospedagem e perder a viagem para o infinito mar...

E ele gostava de comprar pão, de jogar na loteria, de ir ao condomínio Verde (sempre que podia, eu o acompanhava e lhe fazia feliz, mesmo tendo que resistir capinar meu lote, em função de necessidade de priorizar outras coisinhas), de rezar, de falar e de ouvir muito, sempre com sabedoria...

Assim, foi uma parte do nosso belo relacionamento que não termina nunca, pois a sua lembrança é sempre eterna...

RAPAZ, você continuará sempre vivo na nossa lembrança. Essas são poucas, mas sinceras lembranças do seu eterno amigo e genro “Seu Nelson”...

Por: Nelson Barbosa Queiroz (19/12/09)

3 comentários:

  1. Tio Nélson, o senhor está de parabéns pelo belíssimo texto!

    Realmente me lembro bem que o vovó adorava sua companhia para tudo, tanto para as viagens quanto para as coisas do dia-a-dia. "Vamos, Seu Nélson"? :) Valeu!

    Um saudoso abraço!

    Léo e Mari

    ResponderExcluir
  2. Tio Nirsin!

    Realmente, o Vovô era assim (até rimou!), hehe!

    Um homem de verdade, desbravador, corajoso, fiel e com fé em Deus!

    Graças ao nosso bom Deus (e também a tia Ceiça) você apareceu na família do seu Lima e o ajudou a ser muito mais feliz, parabéns meu grande tio!

    Texto muito bom!

    Forte abraço e boa viagem - Goiânia, não é isso?!

    Até ano que vem!!! Rs!

    Deus te abençoe nesse ano de 2010 e sempre, cada vez mais!

    ResponderExcluir
  3. Que lindo texto, paizão! Deixou-me duplamente orgulhosa: pelo senhor e pelo vovô. Dois grandes exemplos para mim.

    Beijos sabor rapadura!

    ResponderExcluir