Pai
No dia vinte e três de dezembro de 2004
Véspera de Natal
O tempo amanheceu choroso
A chuva fina e o vento frio nos trouxeram a notícia
Que o senhor havia partido
Busquei do nada aquela conhecida pergunta
Que todos fazem do seu próprio jeito
Sobre a nossa existência
E fiquei feliz em enxergar a sua imagem
Fortaleza de gostar e possuir uma verdadeira fé na vida
Fé sem fronteiras e enfeites
Fé de quem soube desbravar os caminhos com alegria e otimismo
Fé de quem plantou no planalto central uma árvore exuberante
Chamada família
E que colheu com tranquilidade e com prazer os seus frutos
Pai
Hoje o mundo vai ouvir um chorinho
Aquela música singela e feliz
Daquelas que o senhor ouvia e pedia bis
Porque o senhor nos deixou um importante ensinamento
Que irá perpetuar em gerações
A de valorizar o simples para ser universal
O simples encontro
O simples gesto de carinho
E a simples honestidade de ser gente de verdade
Pai
O seu sorriso desmoronou muralhas
E o seu coração
Ah! O seu coração!
Doce e pulsante, menino traquino
Nos deixou um lindo recado
- Descobrir a beleza da vida!
Adeus!........
Por: Newton Lima
23/12/2004
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
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Nossa Newton: É emocionante ler novamente esse Poema que você fez no dia da partida do papai! Realmente vc foi feliz em tudo o q escreveu. Creio q isso traduziu o sentimento de todos naquele dia.... o dia q o papai resolveu festejar o Natal com o Aniversariante...
ResponderExcluirQue bom q a Marininha conseguiu resgatar esse Poema. Bjs família. Bjs a todos. Lígia.
Lendo este poema senti um enorme pesar por não ter conhecido a pessoa magnífica que foi o Sr. Lima. Mas logo percebi que há uma pedacinho dele em cada um de vocês, da Família Lima!
ResponderExcluirParabéns à todos por terem cultivado a semente do amor, da sabedoria, da simplicidade e caráter! Grande beijos a todos. Dalila
A poesia do tio Newton se desenvolve a passos de música, como se tivesse o poder de nos guiar na cadência do samba com elegância ímpar, transpondo sentimentos profundos e rebuscados em palavras simples, de versos plurais.
ResponderExcluirLinda poesia, tio Newton! Minha parte preferida é a que cita o sorriso do vovô, capaz de desmoronar muralhas. Grande ensinamento!
Abraços, Dudu