Por Juliana Daldegan Lima (18/01/2009)
As particularidades de Manoel Pereira Lima, ao meu ver, podem ser definidas como características tão dele que qualquer um que o conheceu pode, instantaneamente, relacioná-las à sua pessoa. Essas particularidades são pré-requisito para lembrarmos com carinho e muitos risos das muitas histórias que envolvem o "Seu Lima".
Relacionarei algumas:
1) Todos (ou quase todos) da família levaram o sufixo "inho" no nome carinhosamente acrescentado pelo vovô (Liginha, Ramizinha, Lilinha, Rodriguinho, Bebelzinha, Heitorzinho, Leandrinho, Newtinho, etc.). Quem diria que mesmo quem não é "inho" acabou virando Leonardinho?
2) Como qualquer criança (e o vovô era uma ou pelo menos tinha espírito e pureza de uma) Seu Lima adorava uma novidade. Os netos mais novos talvez não saibam mas eu já presenciei o vovô, algumas vezes, dormindo sobre uma tábua de madeira. Outra mais recente: se alguém não se lembrar, a tia Edith lembra, o vovô foi quem inaugurou e constatou a qualidade por muitas noites do colchão que a tia tinha acabado de comprar...
3) Quem nunca escutou do nosso ilustre protagonista: "Eu quase não dormi esta noite!"? Dona Francisca pelo muito que o conheceu afirmou que no núcleo familiar do vovô (pai, mãe e irmãos) a regra era acordar cedo para trabalhar e dormir demais era, no mínimo, algo muito grave.
4) O silêncio quase reinava e só era interrompido por um grupo de pessoas que cantavam lideradas por Dona Francisca: "...Da flor nasceu Maria, de Maria o Salvador". Mais um mistério do terço começara e o grupo de vozes quase que todas femininas começavam ritmadamente a oração Ave Maria. Mas, convenhamos, qual era a graça rezar o terço sem as esperadas interrupções do vovô? Assim, a oração do terço do bloco C continuou, por muitos anos da mesma forma: o coro tentava concluir a primeira parte da oração enquanto que o vovô já "engatava a primeira marcha": "Santa Maria, Mãe de Deus....".
Enfim, relembrá-lo é algo que nos faz mais felizes a cada dia. Afinal, quem não se orgulha de integrar a descendência de tão singular personalidade?
Vovô querido, não fazemos apenas uma homenagem póstuma ao senhor. Acredito que, assim como eu, a família inteira já declarou ao senhor, em vida, amor incondicional à sua pessoa.
Saudades sentiremos para sempre!
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
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Juli,
ResponderExcluirImpressionante como as tais particularidades do vovô são seguidas até hoje pela família! Temos cada mania engraçada, né? Esses dias eu fiquei pensativo me perguntando daonde eu tinha pego a mania de falar tudo no diminutivo. Acabei de lebrar de quem foi!!!
Hahaha
Grande beijo,
Dudu
"Santa Maria,mãe de Deus..."
ResponderExcluirEssa é inesquecível, Ju! (risos!)
Beijo grande, parabéns pelo lindo texto!
Fiquei emocionada com a linda declaração, Ju! Eepecialmente a parte em que você diz que esta não é apenas uma homenagem póstuma... Mas a fluência de um amor cheio de vida e cor. Perfeito!
ResponderExcluirBeijoca da Marinoca que deseja uma excelente viagem e que te aguarda ansiosamente para compartilhar aquela história engraçada que eu tinha para te contar!
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirJuliana, você foi muito feliz ao relacionar algumas particularidades do papai, descrevendo-as claramente e nos remetendo à lembrança dos fatos. Acrescento "Concinha" aos diminutivos citados. Além disso, vale citar que o papai sempre trocava os nomes das pessoas nos diminutivos...até chegar no diminutivo certo...
ResponderExcluirTia Ceiça