Queridos Filhos e Parentes,
Quem se lembrou que ontem, 04 e abril, foi o aniversário do “Seu Lima”, lembrou-se também do seu rosto cheio de ternura, seu sorriso afagador, sua forte personalidade, bem como se lembrou que ele nos orgulhava pela presença ilustre no meio de nós. Veja foto:
A história relata que as luzes do universo já estavam acesas para "Seu Lima" mesmo antes do seu nascimento. Lembro-me, no final do dia, Meu pai entrava no curral da fazenda de sua família, tangendo 50 cabeças de gado, montado em seu belo cavalo "alazão". Papai Chiquinho e, a sua primeira-dama, Mamãe Rosinha faziam um gesto de aprovação com a cabeça, e diziam: - Eta serviço bem feito! No final da noite, sob o clarão da lua cheia, muita gente assediava o “Seu Lima” para contar uma história. Ele era simpático, atendia a todos, encantava-os com suas histórias. As pessoas, irmãos, sobrinhos, e cunhados levantavam-se e o aplaudiam.
Muitos anos depois, já em Brasília, não demorou muito para começar a ser admirado pelas pessoas que faziam parte de seu convívio social. Sempre foi um mestre em fazer muitas amizades, andava elegantíssimo e sempre sorridente”. Meu pai andava por quase toda Brasília. Portanto, ele agradecia a importância de sua presença para a cidade de Brasília. Ele acreditava que não deveria aceitar coisas erradas que acontecia no relacionamento das pessoas. Uma delas era aceitar a imposição de comerciantes inescrupulosos. Veja, a seguir, um caso muito peculiar da personalidade do "Seu Lima": Quem não se lembra da forma que ele carregava dinheiro no bolso?
Antigamente, a 312 norte era quadra isolada de Brasília. Assim, em plena área da quadra apareciam os comerciantes Hortifrutigranjeiros que assim procediam=
- Olá freguês, leve três melancias por apenas 15 cruzeiros. É barato, é barato!!!
Meu pai mandava logo três filhos levar as melancias e, imediatamente, tirava a mão do bolso, abria a "palma da mão" e apareciam sete notas de 1 cruzeiro, todas emboladas na sua mão, e dizia:
- Tome, tome, tome...
O comerciante contava uma vez, voltava a contar e retrucava:
- "Seu Lima" ainda falta 8 cruzeiros!!!
Tranquilamente, meu pai, respondia:
- Deixa estar, 7 cruzeiros está de bom tamanho.
Aí o comerciante coçava a cabeça e, finalmente, se convencia:
- Ok “Seu Lima”, mas da próxima vez o valor é 15 cruzeiros pelas três melancias...
Sentávamos em nossas cadeiras para ouvir histórias até a hora de dormir. Tenho minha convicção que a história que contava sobre o pai do José do Egito se equivale à história de "Seu Lima" relativamente ao amor dedicado aos filhos, netos e bisnetos.
Quero aqui deixar muitas palmas para o que "Seu Lima" representa para mim. Ao dia do seu nascimento pude me lembrar de toda a felicidade que ele nos proporcionou, que o Senhor dê ao "Seu Lima" as alegrias do coral dos "Anjos do Céu" e que todos os dias seja o dia mais florido na sua eterna moradia. Descansa com o Criador Eterno, viva entre os resplendores da luz perpétua que está iluminando todo seu ser e que descanse em paz, Amém!
Beijo caloroso ao meu Pai.
São meus sinceros votos!
Valner pra Valer

José "Válner" do Egito ou do Agito? Muito boa lembrança do nosso papaizinho querido. Aliás, descobri que você herdou o otimismo e entusiasmo dele. Parabéns poeta!!
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