domingo, 10 de abril de 2011

Meu pai, meu herói

Queridos Filhos e Parentes,

Quem se lembrou que ontem, 04 e abril, foi o aniversário do “Seu Lima”, lembrou-se também  do seu rosto cheio de ternura, seu sorriso afagador, sua forte personalidade, bem como se lembrou que ele nos orgulhava pela presença ilustre no meio de nós. Veja foto:



A história relata que as luzes do universo já estavam acesas para "Seu Lima" mesmo antes do seu nascimento. Lembro-me, no final do dia, Meu pai entrava no curral da fazenda de sua família, tangendo 50 cabeças de gado, montado em seu belo cavalo "alazão". Papai Chiquinho e, a sua primeira-dama, Mamãe Rosinha faziam um gesto de aprovação com a cabeça, e diziam: - Eta serviço bem feito! No final da noite, sob o clarão da lua cheia, muita gente assediava o “Seu Lima” para contar uma história. Ele era simpático, atendia a todos, encantava-os com suas histórias. As pessoas, irmãos, sobrinhos, e cunhados levantavam-se e o aplaudiam.

Muitos anos depois, já em Brasília, não demorou muito para começar a ser admirado pelas pessoas que faziam parte de seu convívio social. Sempre foi um mestre em fazer muitas amizades, andava  elegantíssimo e sempre sorridente”.  Meu pai andava por quase toda Brasília. Portanto, ele agradecia  a importância de sua presença para a cidade de Brasília. Ele acreditava que não deveria aceitar coisas erradas que acontecia no relacionamento das pessoas. Uma delas era aceitar a imposição de comerciantes inescrupulosos. Veja, a seguir, um caso muito peculiar da personalidade do  "Seu Lima": Quem não se lembra da forma que ele carregava dinheiro no bolso?  

Antigamente,  a 312 norte era quadra isolada de Brasília. Assim, em plena área da quadra apareciam os comerciantes Hortifrutigranjeiros que assim procediam=

 - Olá freguês, leve três melancias por apenas 15 cruzeiros. É barato, é barato!!!

Meu pai mandava logo três filhos levar as melancias e, imediatamente, tirava a mão do bolso, abria a "palma da mão" e apareciam  sete notas de 1 cruzeiro, todas emboladas na sua mão, e dizia:

- Tome, tome, tome...

O comerciante contava uma vez,  voltava a contar e retrucava:

 - "Seu Lima" ainda falta 8 cruzeiros!!!

Tranquilamente, meu pai, respondia:

- Deixa estar, 7 cruzeiros está de bom tamanho.

Aí o comerciante coçava a cabeça e, finalmente, se convencia:

- Ok  “Seu Lima”, mas da próxima vez o valor é 15 cruzeiros pelas três melancias...  

Sentávamos em nossas cadeiras para ouvir histórias até a hora de dormir. Tenho minha convicção que a história que contava sobre o pai do José do Egito se equivale à história de "Seu Lima" relativamente ao amor dedicado aos filhos, netos e bisnetos.  

Quero aqui deixar muitas palmas para o que "Seu Lima" representa para mim. Ao dia do seu nascimento pude me lembrar de toda a felicidade que ele nos proporcionou, que o Senhor dê ao "Seu Lima" as alegrias do coral dos "Anjos do Céu" e que todos os dias seja o dia mais florido na sua eterna moradia. Descansa com o Criador Eterno, viva entre os resplendores da luz perpétua que está iluminando todo seu ser e que descanse em paz, Amém!

Beijo caloroso ao meu Pai.

São meus sinceros votos!

Valner pra Valer

Um comentário:

  1. José "Válner" do Egito ou do Agito? Muito boa lembrança do nosso papaizinho querido. Aliás, descobri que você herdou o otimismo e entusiasmo dele. Parabéns poeta!!

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